Lições que a Plano aprendeu na caminhada de 18 anos

Lições que a Plano aprendeu na caminhada de 18 anos

Há algum tempo a Plano tem divulgado suas ações de comemoração desta caminhada de 18 anos. Muitas histórias compõem essa trajetória, assim como lições aprendidas e ensinadas. A Plano nasceu oficialmente em...

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Redação · Grupo Plano
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Há algum tempo a Plano tem divulgado suas ações de comemoração desta caminhada de 18 anos.

Muitas histórias compõem essa trajetória, assim como lições aprendidas e ensinadas.

A Plano nasceu oficialmente em dezembro de 2003. Os sócios-diretores, José Carlos Torquato e Rodrigo Silveira se conheceram alguns anos antes, trabalharam juntos e construíram antes de uma empresa, uma grande amizade.

Rodrigo era um jovem cheio de esperanças, com espírito empreendedor e que certa vez disse à mãe: quero ser alguém bem-sucedido!

Torquato era um nome conhecido na área de Gestão de Projetos e tinha uma empresa (SoftPlus) que atendia pequenas lojas em Brasília.

Em 2000 atuou como PMO na Brasil Telecom e foi quando chamou Rodrigo para trabalhar junto com ele.

Início da trajetória da Plano

Fundada em 2003, a Plano passou a atender fornecedores na Brasil Telecom na área de treinamentos.

Outro divisor de águas na carreira dos sócios foi a atuação no Instituto Nokia de Tecnologia, dando treinamento na área de Gestão de Projetos.

Por algum tempo, os amigos se dividiam entre o trabalho na Brasil Telecom e na Plano Consultoria, mas grandes contratos foram surgindo e tiveram que tomar uma decisão. Quem saiu primeiro do trabalho para se dedicar exclusivamente à Plano foi Rodrigo.

Após retornar de um mestrado no Chile, Torquato também deixou o trabalho para se dedicar exclusivamente à Plano.

Foi aí que a Plano começou a expandir, inclusive, no mercado da Gestão Pública por meio de grandes licitações.

Autonomia e confiança nas pessoas

O resultado desta caminhada de 18 anos é o sucesso com o anseio por mais. Mas algo que trouxe a Plano para este lugar de solidez é o respeito às etapas.

Em entrevista, Rodrigo conta que sempre defendeu a autonomia e que nunca acreditou muito em papéis muito bem estabelecidos:

“Porque papéis muito bem definidos muitas vezes representam apenas rótulos e limitam as pessoas dentro daquela área de atuação. Quebrar com estes rótulos é um passo importante para gerar mais colaboração em uma empresa.”

Rodrigo acredita que o que levou a Plano ao sucesso foi o senso de responsabilidade e essa autonomia dada às pessoas, baseada em confiança.

“Um negócio só cresce quando é cercado pelas melhores pessoas”, acredita.

Percepção das oportunidades

“Sempre fui muito ‘comprador de risco’. Em 2003 comecei a perceber muitas oportunidades. Estava trabalhando e sabia que fora daquele trabalho poderia construir algo. Foi quando conheci o Zé Carlos, de um comportamento mais conservador naquela época. Por uma decisão em comum a Plano nasceu”, conta Rodrigo.

Algo que chama a atenção nos sócios é o comportamento de ambos como colaboradores na empresa e não como ‘donos do negócio’.

“De fato, uma característica minha e do Zé Carlos é que estamos juntos nessa confusão. Estamos na Plano como colaboradores, não como donos da Plano. A Plano é muito maior do que era há dez anos, mas esse crescimento não foi algo planejado”, relata.

Há um segredo? Para Rodrigo, o trabalho vem sendo realizado ao longo do tempo da mesma maneira:

“A gente não olha para números, faturamento, olhamos para o que a Plano pode entregar. Não somos consultores… construímos junto aos clientes. Escutamos. Temos repertório, conhecimento e isso nos ajuda a construir caminhos juntos, mas não temos certezas sobre nada”.

Dia após dia. Trabalho com excelência e o pensamento no agora, sem pressa. Esse é o método de trabalho de quem vivencia os princípios da natureza na realidade organizacional.

Coragem

“Não éramos especialistas em tudo. Mas sempre tivemos muita coragem e senso de organização, mas sobretudo, sempre tivemos bons relacionamentos com pessoas, que contribuíram para que chegássemos onde estamos hoje. Fomos criando vínculos mais estreitos”, conta Torquato.

Assim como Rodrigo, o especialista também não se sente dono da empresa, mas alguém responsável por resolver determinadas situações, porém algo sempre fez parte de sua jornada:

“Em momento algum me senti sem coragem para enfrentar os problemas. Sempre me cerquei de pessoas tão competentes quanto eu, para que pudéssemos seguir juntos.”

O ser humano nasce para colaborar

“Um animal nasce e praticamente anda. O ser humano precisa completar um ano de gestação fora do ventre da mãe para começar a adquirir uma maior independência que só se forma a partir do amor da mãe”, reflete Torquato.

O especialista acredita que esse princípio humano de alguma maneira foi deixado de lado no mundo corporativo e dá a pista de como resgatar esse fundamento do viver e do conviver humano:

“Quando você passa a respeitar o outro como você mesmo, isso gera respeito. O que está muito vinculado ao que diz o pesquisador Maturana. Conhecer é viver e não há um manual.”

A autonomia é um dos principais vínculos no processo de colaboração:

“Sempre recebemos o pedido de algum colaborador para executar algum projeto específico e sempre digo: não me peça, você tem autonomia, confio em você”, conta Rodrigo.

Não existe o erro, mas a aprendizagem

Tanto Rodrigo quanto Torquato acreditam que a grande dificuldade atualmente é que as pessoas se sintam seguras para errar, longe da estrutura de comando e controle que é o que ainda rege inúmeras empresas, consequência de um modelo administrativo tradicional americano.

“As pessoas acabam se limitando por conta da possibilidade do erro. Para mim, nada mais é do que um processo de aprendizagem. Se você oferece a oportunidade para que as pessoas testem, executem, experimentem, não existe erro, existe aprendizado. Ninguém aprende sem errar, sem experimentar. Na Plano sempre promovemos o experimento”, acredita Rodrigo.

Resiliência presente nesta jornada

Tanto Rodrigo quanto Torquato se definem como pessoas resilientes.

“Eu tenho do meu lado um cara espetacular que é o Zé Carlos. Enfrentamos desafios até hoje. Nossa história foi escrita em cima de muita perseverança. Os problemas foram superados não apenas pela fé, porque é preciso ter fé, mas com trabalho. Essa resiliência vem do suporte da minha família”, conta Rodrigo.

Quem vê resultado não vê processo

“Essa é uma frase do Maturana, é uma das leis sistêmicas. No fundo, sempre tem resultado, só não tem como fazer essa relação entre o que foi feito e o resultado alcançado. O resultado é o processo”, acredita Torquato.

Rodrigo concorda que o resultado da Plano está no processo:

“Vivemos um eterno processo. Vamos executando e realizando entregas e é isso que gera reputação para a empresa. Aqui todos trabalham de forma orgânica para fazer entregas. Temos sempre desafios a cumprir. Muitas vezes nem pensamos no resultado, porque é consequência.”

Já Torquato compara a frase à apreciação da jornada:

“Se você apreciar o caminho com confiança, não apenas em você, mas nas pessoas que estão com você,  isso é o resultado e é isso que fica. Quando você se cerca de pessoas que se ajudam mutuamente, o processo se torna uma delícia.”

Essa caminhada de 18 anos é inspiradora, não é mesmo?

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