Hierarquia nas empresas: saiba como definir a medida certa

Hierarquia nas empresas: saiba como definir a medida certa

Encontrar a medida certa de hierarquia nas empresas é fundamental para manter as coisas em ordem sem prejudicar aspectos como produtividade, criatividade e inovação. Contudo, a verdade é que, em vez de...

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Redação · Grupo Plano
4 min de leitura
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Encontrar a medida certa de hierarquia nas empresas é fundamental para manter as coisas em ordem sem prejudicar aspectos como produtividade, criatividade e inovação. Contudo, a verdade é que, em vez de compatibilizarem hierarquia e autonomia, muitas organizações pendem excessivamente para um dos lados. Logo, terminam com soluções pouco eficientes para o negócio.

Então, se você vem enfrentando dificuldades nesse sentido, continue a leitura para encontrar um equilíbrio entre esses fatores e atender às necessidades da sua empresa!

Qual a importância da hierarquia nas empresas?

A distribuição de poderes e responsabilidades precisa acompanhar os diferentes níveis do negócio, que desdobram objetivos gerais em metas cada vez mais específicas e segmentadas. Não à toa, a hierarquização é fundamental e apresenta diversos benefícios.

Alinhar objetivos

Assegurar que as ações dos níveis estratégicos, táticos e operacionais sejam coerentes entre si e aproximem a empresa de seus objetivos gerais.

Criar um sistema de controle

Desenvolver mecanismos para fiscalizar as atividades dos níveis inferiores, garantindo resultados em quantidade, qualidade e prazo dentro das expectativas.

Dar clareza aos colaboradores

Liderar os profissionais para que eles cumpram suas atividades e saibam a quem se reportar no dia a dia, sem dúvidas ou ambiguidades.

Gerar incentivos

Estabelecer um caminho para ascensão dentro da empresa, mantendo os profissionais interessados em prestar bons serviços para serem promovidos.

Quando a hierarquização se torna um problema para o negócio?

Os exageros começam sempre quando a hierarquia nas empresas se torna um fim em si mesma e invade pontos em que deveria haver autonomia. Na prática, há diversos sinais de que isso está acontecendo:

  • os setores que dependem de maior inovação e criatividade estão engessados;
  • os responsáveis por resolver problemas não têm poder de decisão para agir;
  • as relações entre colaboradores e líderes são insatisfatórias;
  • os processos são lentos e burocráticos;
  • poucas pessoas centralizam a maioria das decisões.

Se você identificou alguns desses fatores, o ideal é repensar o organograma da empresa e buscar soluções para uma gestão mais horizontal.

Quais os cuidados necessários para não exagerar nessa organização?

Para encontrar a medida certa, os gestores precisam conhecer as características e necessidades da organização. Considere, pelo menos, três fatores.

Cultura organizacional

Entenda as crenças, valores e costumes estabelecidos na sua empresa e procure adequar o grau de autonomia com esses fatores. Por exemplo, um escritório de advocacia é mais formal do que um de marketing, logo, o ponto ideal de hierarquia e autonomia será diferente.

Características dos setores

Verifique também as diferenças internas. É comum que os departamentos de uma empresa tenham exigências diferentes entre si, de modo que a autonomia dada para um vendedor pode ser maior do que a dos contadores, para citar um caso.

Necessidade de engajamento e motivação

Procure manter um contexto em que os colaboradores são encorajados a seguir as diretrizes, em vez de agirem por obrigação. Para isso, é essencial contar com bons líderes e políticas de incentivo.

Como definir a medida certa para o seu negócio?

Para encerrar, separamos 4 dicas para fazer um progresso imediato e que podem ser aplicadas a todos os tipos de negócio. Confira!

Desenvolva processos de decisão

Elimine atividades e etapas que não tenham uma razão de ser. Se a consulta de um colaborador aos seus superiores é mera formalidade, é melhor transferir o poder de decisão e não perder tempo.

Dê mais autonomia aos colaboradores

Crie parâmetros dentro dos quais os profissionais podem tomar decisões. Por exemplo, nos setores de vendas, é comum que os colaboradores estejam autorizados a conceder descontos dentro de margens preestabelecidas.

Tenha líderes em vez de chefes

Fique atendo aos cargos-chave. Quem está à frente das equipes deve ser capaz de encorajar, orientar e influenciar os profissionais, evitando a necessidade de imposição. O verdadeiro líder modera os efeitos negativos da hierarquia.

Utilize elementos de gestão por resultados

Permita que os profissionais escolham os meios para alcançar as exigências ou, ao menos, que participem ativamente desse processo. Assim, é possível alcançar resultados com base em metas preestabelecidas.

Ao ficar atento a esses itens, a hierarquia nas empresas exercerá o seu papel e não invadirá os pontos em que é necessário ter autonomia. Assim, o negócio colherá apenas as vantagens dessa estrutura.

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